06.29.08
Frente ao Mar.
Raia o sol da manhã
Entre tons de azul
Vejo-me reflectido
Em toda esta infinidade
De água e sal
De luz e sol
Inunda-se o meu ser
De água e luz
Percorre-me as narinas esta maresia
Consola o meu espírito
Sinto-me retemperado de forças
Por este mar
Que é manso e violento
Benéfico e malévolo
Sinto-me no limiar deste mundo
A olhar o próprio mundo
Que se desenrola à minha volta
Observo a areia e as gaivotas
Os barcos e os pescadores
Que tela constroem!
Vejo-me mravilhado
A observar tudo isto (…)
E observo-me
Observo a minha finitude
A minha pequenez
De areia nas praias do mai
Sujeito à bonança e ao tumultuo
Mas, alegro-me
Ao ser banhado por este mar
Em que meus olhos descansam
E o meu espírito paira!
César Maciel, Enquanto a manhã não foge, 2008
06.04.08
Azul.

“Hoje, quando fecho os olhos, tudo o que vejo, sinto, cheiro é azul. Até a areia me escorre nos dedos.”
ME
