“That which we call a rose by any other word would smell as sweet; so Romeo would, were he not Romeo called, retain that dear perfection to which he owes without that title. Romeo, doff thy name! And for thy name, which is no part of thee, take all myself. “
Ontem fui ao teatro. A peça: Romeu e Julieta de Shakespeare, encenada e adaptada por Eduardo Alonso. Os protagonistas: Sara Leitão e Márcio Carneiro. Não gostei da nudez explícita. Distrai o público e dá azo a risinhos e comentários que a peça não merece. Saí de lá pouco convencida do arrebatador amor entre o Romeu e a sua Julieta, mas apreciei muito os desempenhos da mendiga (Ângela Marques), que conseguiu ser o narrador, o padre e o farmacêutico, de Mercúcio (Tiago Araújo) e do tempestuoso Tebaldo (António Alves Vieira).
A peça, resultante de uma co-produção entre o Teatro do Noroeste (Santiago de Compostela), o ACE / Teatro do Bolhão e o Centro Dramático de Viana, continua em cena até 1 de Maio no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo. Depois deslocar-se-á para o Teatro do Bolhão, no Porto.


O problema da nudez não é factor de distração mas de um público que não esta habituado a ir ao teatro como aconteceu ontem no teatro do bolha dia em que fui ver a peça.Estava a sala cheia com duas turmas do 10. ano de uma escola e o burburinho era muito.Os professores tinham o dever de se inteirar do conteudo da peça e esclarecer os alunos que deviam manter silencio
Esta peça é espetacular, muito bem produzida.