04.10.09

My OST for this Easter.

Publicado em Interesses pessoais, Trabalho em casa tagged , , , às 11:18 pm por Pop Corn

É assim a vida. BOA PÁSCOA!

12.29.08

noël. natale. navidad. christmas. natal.

Publicado em Trabalho em casa tagged , , , , , às 5:19 pm por Pop Corn

NATAL 2008

“E de repente, quando abriu os olhos, era NATAL outra vez!”

ME.

12.16.08

Say a little prayer for you.

Publicado em Trabalho em casa tagged , , , às 8:56 pm por Pop Corn

Vi ontem o filme e quando dei por mim estava com um sorriso estampado na cara a cantar “Say a little prayer for you”! Esta cena deve fazer parte do meu Top 10 de momentos favoritos de filmes!! Adoro o Rupert Everett!! eheheheh :D

12.10.08

Pó da estrada.

Publicado em Interesses pessoais, Trabalho em casa tagged , às 5:40 pm por Pop Corn

Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando…

Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira…

Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo…

Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse…

Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena…

Alberto Caeiro

09.22.08

WTF.

Publicado em Trabalho em casa às 10:40 pm por Pop Corn

No Comments…

06.29.08

Frente ao Mar.

Publicado em Trabalho em casa às 9:40 pm por Pop Corn

Raia o sol da manhã
Entre tons de azul
Vejo-me reflectido
Em toda esta infinidade
De água e sal
De luz e sol
Inunda-se o meu ser
De água e luz
Percorre-me as narinas esta maresia
Consola o meu espírito
Sinto-me retemperado de forças
Por este mar
Que é manso e violento
Benéfico e malévolo
Sinto-me no limiar deste mundo
A olhar o próprio mundo
Que se desenrola à minha volta
Observo a areia e as gaivotas
Os barcos e os pescadores
Que tela constroem!
Vejo-me mravilhado
A observar tudo isto (…)
E observo-me
Observo a minha finitude
A minha pequenez
De areia nas praias do mai
Sujeito à bonança e ao tumultuo
Mas, alegro-me
Ao ser banhado por este mar
Em que meus olhos descansam
E o meu espírito paira!

César Maciel, Enquanto a manhã não foge, 2008

 

05.21.08

Uma estória.

Publicado em Trabalho em casa às 11:28 pm por Pop Corn

Abri a porta do quarto. Encostei a cadeira num canto e chorei. Chorei as lágrimas que lhe devia. Era uma dívida que só agora ele se lembrou de me cobrar. O país está em crise e ele, claro, cobrou-me com juros altíssimos. Fechei as mãos e bati contra o peito. Os olhos também estavam fechados. A vergonha da cobardia impedia-me de assistir aquele espectáculo deprimente. Eram quatro da manhã.

Não lhe devia ter dito o que lhe disse. Mas ele também não foi manso para mim. O ataque é a melhor defesa, mesmo que depois esse ataque se vire contra nós sob a forma de remorso. Um arrependimento que nos corrói e nos agrilhoa o pensamento.

O dia até tinha começado bem. Fui trabalhar. E como todas as manhãs encontrei uma velha amiga: a bicha de carros à entrada da cidade (não, não digo fila! Sou do norte e em Roma sê romano!). Cafezinho, sorrisos falsos que enfrento há anos, sorriso falso que dou há anos, é a vida, impessoal e alienada do mundo que insiste em manter-nos assim. Mentira. Nós é que fazemos o Mundo e o mundo(inho) que nos diz particularmente respeito ainda é mais da nossa responsabilidade.

Tinha de refazer o projecto de urbanização do bairro da Quintinha. Mas por que raio os ciganos tinham de ser contra à construção de um parque infantil?? Segundo eles, um parque infantil é inútil para as suas mais de 80 crianças! Então é melhor construir um espaço coberto para as feiras semanais. O Presidente como precisa do dinheiro que o patrono lhe dá para as campanhas eleitorais, chama a arquitecta de serviço e o resto da história já dá para imaginar.

O dia estava a acabar. O projecto estava concluído. Mas a jornada ia ser longa.

Ele estava à espera à porta do prédio. Com a barba por desfazer, ombros descaídos, olheiras que denunciavam muitas noites em branco e o casaco castanho, que eu lhe dei quando fez 20 anos, já todo roçado. Olhei para o casaco e vi em que estado estava a nossa relação. No telemóvel não tinha nenhuma mensagem a dar conta da visita. Senti as batidas do meu coração por todo o corpo. A boca ficou seca. Com as mãos a tremer, desliguei o carro. Todos os dias, a distância entre o carro e a porta do prédio me parecia de quilómetros que eu tinha de percorrer a arrastar a cadeira de rodas. Mas naquele momento, a distância passou de quilómetros para centímetros. Com as chaves a tilintar porque as mãos continuavam a tremer, abri a porta. Só depois olhei para ele e dei boa noite.

 - “Porquê?” – foi a primeira coisa que ele me disse.

Não nos víamos há 5 anos. A última vez que estivemos juntos foi numa quinta-feira. Era um feriado católico conhecido como dia do Corpo de Deus. [Curioso eu mencionar este facto.] Era para ser um almoço de família. Mas não aconteceu.

Fiquei de ir buscar a Maria à casa de uma amiga de infantário. Voltei pelo caminho que me cansei de percorrer durante anos. Conhecia as pedras da calçada pelo nome, que eu própria lhes dei quando ia para a escola. Eu tinha saído na noite anterior. Dormi duas horas. Não me lembro de mais nada. Só de acordar no hospital e sentir-me partida em dois pedaços.

 - “Nunca devias ter levado a Maria contigo!”, “Como foste capaz de ma tirar? O que é que eu te fiz?” “Acabaste com a minha vida. Agora é a minha vez de acabar com a tua!” – os olhos dele estavam gelados. Uma frieza que me chegou aos ossos. Não consegui dizer nada. Só pensava em fechar os olhos e as mãos como fazia em criança para pedir que os monstros saíssem do meu quarto. Queria voltar a sentir o beijo da mãe quando esticava os cobertores até me taparem a boca.

 - “Tu é que devias ter morrido! Não fazes cá falta nenhuma, ainda por cima paralítica.”

Eu já tinha acusado aquelas mesmas palavras a mim própria tantas vezes que quando foram ditas por outra pessoa, eu estranhei-as. Revoltei-me.

- “Só depois de a Maria ter morrido é que sentes a falta dela? Quando ela te pedia para lhe leres uma história à noite, os relatórios da empresa eram sempre mais importantes… nunca lhe deste atenção… não me acuses de uma coisa da qual não tenho culpa. Foi um acidente.” – neste momento, senti um sabor salgado tocar-me nos lábios. Só depois percebi que eram lágrimas. Não chorava há cinco anos. Tinha-lhe perdido o jeito. Rematei a minha defesa com o pior dos ataques: “Não te esqueças que por tua vontade, a Maria já tinha morrido há muito mais que cinco anos, aliás, ela nunca teria nascido!”

O sabor salgado também tinha chegado aos lábios dele. Virou as costas e foi-se embora. Vi aquele casaco cambalear-se até ao fim da rua. Quando deixei de o ver, soube que era o fim.

05.12.08

O amor é verde?

Publicado em Trabalho em casa às 9:23 pm por Pop Corn

Ontem o Herman falou mais uma vez na Natália de Andrade. Fui investigar e descobri o seu grande êxito “Canção Verde”. Só ouvindo… :-D

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02.04.08

Carnaval.

Publicado em Trabalho em casa às 6:32 pm por Pop Corn

“Hoje visto-me de preto. Porque de preto está a minha alma. De preto sinto o que observam os meus olhos. Preto de isolamento. Preto de incompreensão. Preto do longe onde estou e teimam que permaneça. Teimam. Teimo. Temo. Acima de tudo temo por isso teimo. Preto. Ausência de luz. Talvez as cores de amanhã me distraiam. Talvez.”

ME

01.16.08

Dois anúncios que me estão a enervar.

Publicado em Trabalho em casa às 10:43 pm por Pop Corn

(Cof. Cof.)

Como este é o primeiro post deste ano, resolvi falar de um tema intelectualmente estimulante. Queria aqui anunciar se faz favor (não sou como a outra) o meu descontentamento relativamente a dois anúncios publicitários que me estão a enervar profundamente.

O primeiro é protagonizado por um alegado rei mago que resolve cantar repetindo insistentemente: “Fui triplicar o saldo da minha tia a Marrocos!”. Para quem ainda não percebeu do que estou a falar, trata-se do anúncio que a TMN fez para dar conta de uma promoção que triplica o saldo dos clientes que carregarem o cartão com 25 euros e aderirem à dita promoção. Duas críticas. Primeira. Não sei se o problema foi só meu,mas não consegui perceber o que ele dizia. Só percebi quando vi o texto escrito. Segunda (em jeito de pedido). Parem de passar esse anúncio. Para alguém que vê muita televisão (que sou eu) já se torna… como direi…enfadonho!

O segundo anúncio que merece destaque nesta minha crítica intelectualmente estimulante pertence a outra rede de telemóveis: a Optimus. Enquanto era estudante lembro-me de ter aprendido nas aulas de publicidade que uma das técnicas para convencer o cliente era a repetição. Sem dúvida que esta estratégia publicitária da Optimus tem a repetição como base. Se calhar é a  repetição a própria estratégia. Portanto, o objectivo será vencer o cliente pelo  cansaço. O pior é se em vez de (con)vencer o cliente, cria nele um sentimento de raiva por ver uma bolha laranja a saltitar de mão em mão, mais de cinquenta vezes por dia.

Bom, depois deste esforço intelectualmente desgastante, despeço-me como o Eng. Sousa Veloso. Com amizade.

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