10.13.09

Meet the Swan(s).

Publicado em Interesses pessoais, It's a thief in the night to come and grab you... tagged , , , às 8:24 pm por Pop Corn

Cisne  

Between takes we hung out with the Swans: http://en.wikipedia... on Twitpic

Pic. by David Slade in here.

A vida, manso lago azul algumas
Vezes, algumas vezes mar fremente,
Tem sido para nós constantemente
Um lago azul sem ondas, sem espumas,

Sobre ele, quando, desfazendo as brumas
Matinais, rompe um sol vermelho e quente,
Nós dois vagamos indolentemente,
Como dois cisnes de alvacentas plumas.

Um dia um cisne morrerá, por certo:
Quando chegar esse momento incerto,
No lago, onde talvez a água se tisne,

Que o cisne vivo, cheio de saudade,
Nunca mais cante, nem sozinho nade,
Nem nade nunca ao lado de outro cisne!

By Júlio Salusse

 

03.17.09

Coisas que encontro por aí (III).

Publicado em It's a thief in the night to come and grab you..., País e o Mundo tagged , , , às 9:56 pm por Pop Corn

Hoje a Brasileira faz anos. 102 para ser mais precisa. Não é uma Brasileira qualquer. É a de Braga. Faço-lhe uma vénia. Com um timing perfeito para a conclusão das obras iniciadas ano passado por altura de vindimas, a actual administração do emblemático café reabriu as portas hoje de tarde. Não que eu tivesse presenciado o acontecimento, mas encontrei por aqui e ali indicações nesse sentido…

Escrever sobre a Brasileira, fez-me lembrar um passeio de escola que passou pela Rua Garrett, junto ao Largo do Chiado, em Lisboa. Lá estava (e ainda continua) sentado Fernando Pessoa, que uma amiga disse, alto e bom som, ser José Saramago (é perdoável…se não me falha a memória ele tinha ganho o Nobel há pouco tempo e estava tudo muito fresco na nossa cabeça de português que ganha poucos prémios e quando ganha faz festa o ano todo). Hoje quando olho para o Pessoa lá sentado, imagino parca e invariavelmente os tempos de intensa discussão artística, política, social (…) que quem por lá passava deve ter presenciado. Outros tempos, sem dúvida. Gostava de pisar aquele chão outra vez, mas numa tarde da década de 20…será isto a saudade daquilo que nunca se viveu?

02.24.09

Coisas que encontro por aí (II).

Publicado em Interesses pessoais, It's a thief in the night to come and grab you... tagged às 4:36 pm por Pop Corn

Encontrei este video no Blogcitário. Um bom exemplo de uma campanha publicitária viral e de baixo custo, já que são os utilizadores, ou melhor, as “vedetas” da capa que espalham a ideia e enchem de inveja os vizinhos…

01.26.09

Soneto da Separação.

Publicado em Interesses pessoais, It's a thief in the night to come and grab you... tagged , às 10:04 pm por Pop Corn

Somewhere over the rainbowDe repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama. 

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

 
Vinicius de Moraes

PS: Obrigada Lu por me enviar este poema!

Coisas que encontro por aí (I).

Publicado em It's a thief in the night to come and grab you... tagged , , , , , , , , , , às 12:29 am por Pop Corn

Inauguro este espaço dedicado a pedaços de coisas que encontro por aí…no meio desta rede imensa. Este texto pareceu-me um bom início. Em “português com açucar”, fez-me pensar:  e se a história fosse mesmo assim? What if… :-)
“Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da terra. Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre muito louca, propôs: – Vamos brincar de esconde-esconde? A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE sem poder conter-se perguntou: – Esconde-esconde? Como é isso? – É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA. A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar: a VERDADE preferiu não esconder-se. “Para que se no final todos me encontram?”- pensou. A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a idéia não tivesse sido dela ) e a COVARDIA preferiu não se arriscar. – Um, dois, três, quatro, … – Começou a contar a LOUCURA. A primeira a esconder-se foi a PRESSA que caiu atrás da primeira pedra no caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO que, com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta. A GENEROSIDADE quase não conseguiu esconder-se, pois cada local que encontrava parecia perfeito para algum de seus amigos: se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o vôo de uma borboleta, o melhor para VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim acabou escondendo-se num raio de sol. O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cômodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira! ela se escondeu mesmo foi atrás do arco-íris) e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO… não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante… Quando a LOUCURA já estava lá pelos 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma rosa e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas pétalas. – Um milhão! – terminou de contar a LOUCURA e começou a busca. A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos da pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo zoologia com DEUS no céu. Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões. Em um descuido, encontrou a INVEJA e claro, pode-se deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e ao se aproximar de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois estava sentada em uma cerca sem saber de que lado esconder-se… E assim foi encontrando todos: o TALENTO entre as ervas frescas, a ANGÚSTIA numa cova escura, a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira! na verdade estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, a quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde. Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local… A LOUCURA procurou em baixo de cada rocha do planeta, atrás de cada árvore, em cima de cada montanha… Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a remover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou um grito de DOR. Os espinhos haviam ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, rezou, implorou, pediu desculpas e perdão e prometeu ser seu guia eternamente… Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na Terra: O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.”
Texto “roubado” aqui. Obrigada Jackie!